Um dos maiores medos do ser humano é o medo do desconhecido.

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Tive a sorte de receber um comentário que julgo ser tão interessante e revelador, que vou reproduzir o mesmo na íntegra. Recomendo a todos, pois fala de modo prático sobre vários dos conceito que passo em meus artigos.
Comentário de Chaban:
“Um dos maiores medos do ser humano é o medo do desconhecido.
Falei novidade? Não. Todo mundo sabe disso.
É um medo primal, vem das entranhas do nosso sub-consciente. Não vou falar sobre esse medo diretamente. Mas sim, de como ele interfere na busca dos nossos sonhos.
Tens uma Meca na tua vida? Várias? Vários sonhos que ficas pensando ao passar dos dias, como seria legal realizar? Viajar pra África do Sul, ter uma caminhonete quatro-por-quatro, uma casa na praia. Ou coisas simples, jogar squash, praticar krav-magá?
Todo mundo s vezes deseja ou pensa em alternativas pra sua vida. Os Schurmann passaram por isso. Prometeram um ao outro visitar o Caribe, velejando seu próprio barco. Assim, como s vezes a gente fala: -”Um dia ainda vou ter uma Mercedes conversível de dois lugares. E vermelha, ainda por cima!”.
A diferença é que eles realizaram o sonho deles. E aí fala a Heloísa Schurmann: pra realizar o sonho é preciso primeiro planejar. Inclusive marcar datas, que foi a primeira coisa que ela fez, antes mesmo de saber exatamente como iriam pro Caribe. Também, olhei no blog do Shima a definição do sucesso e ele resume: Desejar, batalhar, estar pronto para receber.
Parece simples. Faz sentido. Aonde é que você está tendo problemas? Diz o Shima:
Sonhos
Objetivos
Metas
Contatos
Trabalho
Todo mundo sonha. Mas já no passo “dois”, a maioria trava.
E trava por medo.
Pô, mas comprar o barco e vender a própria casa? Ficar sem uma casa grande, morar numa casinha só pra ter o barco? Heloísa que nos fala, que o barco vale dinheiro, que ela nunca ficou sem casa, só ficou sem raízes fortemente fincadas. E digo eu que, recebeu de troco, o mundo.
Pô, mas vermelha? Não é muito chamativa uma Mercedes vermelha? Que bobagem, eu já tô velho pra isso. Tenho um filho adolescente. Vou comprar um Toyota Corolla, bege. Zerinho quilômetro. Não dá manutenção. Tem banco de trás. Daí passa 10 anos, você trocou de carro mais umas seis vezes, por outros seis modelos beges, “não se incomodou”, mas passa por você um cara careca, ar de meio doido, de Mercedes conversível, dois lugares, custou “apenas” o dobro do Corolla, e tinha 50 mil quilômetros, mas ele vende 10 anos depois pelo mesmo preço que comprou. Porque é um clássico. Nesse tempo, o que você gastou trocando de carro dava pra comprar duas, uma pra ti e outra pra teu filho. E o careca tem um sorriso de quem sabe de algo que você não sabe. Eu conheço o “louco” em questão, e é verdade, ele sabe mesmo.
E ele dá uma risada daquelas bem altas, enquanto abre um vinhozinho, na varanda da sua casa com vista pro mar, só pra passar o happy hour, me diz “Me chamam de louco. Olha bem ao teu redor, será que certos são eles?”.
Me aposentar mais cedo? E se a grana acabar? Ir pra Ibiza só pra aprender a velejar? Que loucura, com tanta coisa pra ver lá na Europa, prefiro uma excursão de 40 cidades em 38 noites e 36 dias. O quê, eu mesmo comprar um casco e fabricar um veleiro? Mas não dá trabalho? E o que eu sei sobre veleiros? E as tardes todas que eu vou perder, que eu podia ficar fazendo outras coisas? E quando não custa isso, meu Deus do céu? Puxa, mas enfrentar o mar e ir do Sul ao Nordeste de veleiro? Não é perigoso? Nossa, mas e a grana que isso custa? Custa a diferença que você tira vendendo o veleiro depois de pronto, mais uns vários milhares de reais que tem que sair do seu bolso, naturalmente. Mas a história fica.
Loucura é realizar essas empreitadas sem planejar, sem medir, sem saber se pode. Sem objetivos, metas, contatos e sem trabalho. Com tudo isso, chama-se viver.”
Muito Sucesso a todos! E recomendo que prestem muita atenção em vossas vidas, pois deixar passar a “Mercedes Vermelha” dos seus sonhos é uma grande perda para nossa felicidade!
Rodrigo Schmidt
Rodrigo,
gostaria apenas de lembrar que creio que são três os grandes medos que causam paralisia (que acabamos chamando de uma série de outros nomes como “falta de dinheiro”, “falta de tempo”, “uma ambição que não tenho” e etc. e tal): medo do desconhecido, medo do sucesso e medo do fracasso.
Gostaria muito se pudesse ressaltar e fazer com que atentassem para este segundo que é algo em que não se pensa e que não se discute (por ser por demasiado íntimo).
O medo do sucesso é muitas vezes confundido com o medo do fracasso, mas apesar de acreditar que tenham igual proporção, são bem diferentes…
Um grande abraço.
[...] ter um acidente. Então deixamos o carro guardado na garagem, e andamos de ônibus (veja Também: Um dos maiores medos do ser humano é o medo do desconhecido). Esta situação em uma empresa, no caso de uma promoção, seria o medo de quando chegarmos [...]